Sumário5 seções
Crianças não chegam dizendo "estou ansiosa" — chegam com dor de barriga, choro ou explosões. Dar nome ao que sentem é o primeiro passo para regular. Contexto em psicoeducação e TCC com crianças.
Atividades por idade
| Idade | Atividade | Objetivo |
|---|---|---|
| 4–6 anos | Cartões de rostos, fantoches, histórias | Nomear emoções básicas |
| 6–8 anos | Termômetro das emoções, desenho do corpo | Intensidade e sinais corporais |
| 8–10 anos | Semáforo, caixa das emoções | Pausa e escolha de resposta |
| 10–12 anos | Diário de emoções, pensamento–emoção–ação | Relação com pensamentos |
Roteiro de sessão
- Aquecimento com jogo ou história.
- Nomear: "Como o personagem está se sentindo?"
- Localizar no corpo: onde a raiva "mora"?
- Medir: termômetro de 1 a 5.
- Estratégia: respiração do balão, pedir ajuda, cantinho da calma.
- Combinado para casa com os responsáveis.
Orientação aos pais
- Nomear a emoção antes de corrigir o comportamento: "Você ficou com raiva porque…".
- Validar o sentimento, limitar a ação.
- Usar o mesmo vocabulário da sessão (termômetro, semáforo).
- Ser modelo: falar das próprias emoções.
Entregue aos pais de Gabriel (nome fictício), 6 anos, depois de três sessões em que ele aprendeu a usar o termômetro das emoções.
Esta semana, quando seu filho ficar muito bravo:
- Nomeie: "Parece que você está com muita raiva agora." Nomear a emoção ajuda a criança a organizar o que sente.
- Mostre o termômetro: "Em que número está?" Gabriel já sabe usar o termômetro de 1 a 5 das sessões.
- Proponha a respiração do balão juntos: encher a barriga de ar devagar e soltar como um balão murchando, três vezes.
- Só depois converse sobre o que aconteceu. No auge da raiva, a criança não consegue refletir; a conversa funciona depois que ela se acalma.
O que evitar: castigar no momento da raiva, dizer "para de drama" ou discutir quem tem razão enquanto ele está no nível 5.
Anote uma situação em que isso funcionou e outra em que foi difícil, para conversarmos no próximo encontro.
O que se comunica aos responsáveis segue o critério do estritamente essencial (Código de Ética, art. 13). Veja sigilo com menores.
Registro no prontuário
Sessão 4 · 45 minutos · presencial. Criança: Gabriel (nome fictício), 6 anos, encaminhado pela escola por explosões de raiva em disputas com colegas. Mãe na sala de espera.
Atividade: sessão lúdica com foco em reconhecimento emocional. Gabriel identificou alegria, tristeza e raiva em cartões com rostos; confundiu medo com tristeza em dois cartões, e a diferença foi explorada com histórias.
Corpo e emoção: com apoio, localizou a raiva "na barriga e nas mãos" e desenhou um vulcão para representá-la.
Termômetro: relatou raiva "nível 5" em situações de disputa com o irmão mais velho, e "nível 2" quando perde no jogo com o pai, que "deixa jogar de novo".
Intervenção e resposta: treinada a respiração do balão, que ele repetiu sozinho no fim da sessão, rindo do som do "balão murchando".
Leitura: a diferença entre as disputas com o irmão (nível 5) e com o pai (nível 2) sugere que a forma como o adulto responde à frustração muda a intensidade da raiva, dado útil para a orientação aos pais.
Combinado: uso do termômetro em casa, com a mãe; orientação escrita entregue a ela.
Mais exemplos em evolução psicológica infantil.
Emoções na infância no DocsPSI: recursos lúdicos e pais na mesma página
Com crianças, a psicoeducação das emoções acontece em duas frentes: na sessão, com jogos e cartões, e em casa, com os pais usando o mesmo termômetro e a mesma linguagem. Se a orientação aos pais se perde, a criança aprende uma coisa no consultório e encontra outra em casa.
No DocsPSI, a área infantojuvenil da biblioteca de recursos traz o mapa de sensações e emoções, os cartões de recursos e capacidades, o personagem para conversar sobre preocupações e o lugar para preocupações e pedidos de ajuda, além de materiais de regulação emocional que os pais recebem por link. Cada sessão, gravada com o consentimento dos responsáveis ou importada depois em áudio, vira em menos de 5 minutos um prontuário inteligente em 7 seções, com a atividade e a resposta da criança. As orientações aos pais entram no mesmo dossiê, e a Linha do Tempo Terapêutica mostra a evolução. A supervisão por IA, disponível 24 horas, ajuda a pensar o manejo com a família.
A leitura da criança é sua. Para começar, há o primeiro mês promocional do Plano Starter, com acesso a todas as funcionalidades e sem fidelidade.
Perguntas frequentes
Como ensinar emoções para crianças na terapia?
Com recursos lúdicos e concretos — cartões, histórias, termômetro das emoções —, ajudando a nomear, localizar no corpo e escolher estratégias.
Qual a idade para começar a psicoeducação emocional?
Desde a educação infantil, com atividades simples de nomeação; a complexidade aumenta com a idade.
Os pais devem participar?
Sim. Usar a mesma linguagem em casa ajuda a generalizar o que foi aprendido na sessão.
E se a criança não quiser falar das próprias emoções?
Fale por caminhos indiretos: o personagem da história, o fantoche, o desenho. Falar do que o boneco sente costuma ser mais seguro do que falar de si, e a ponte para a experiência dela aparece com o tempo.
Referências: Stallard, P. Bons pensamentos, bons sentimentos. Porto Alegre: Artmed, 2004 · Friedberg, R. D.; McClure, J. M. A prática clínica de terapia cognitiva com crianças e adolescentes. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019 · Conselho Federal de Psicologia. Código de Ética Profissional do Psicólogo, art. 13.
Procurando outro tema?
Busque pelo título ou pelo assunto entre todos os guias do blog.
