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Genograma na clínica: símbolos, exemplo e uso

Genograma na psicologia: o que é, símbolos, linhas de relação, como construir em três gerações, perguntas úteis, exemplo e onde registrar.

Construção conjunta de genograma fictício de três gerações.
Sumário6 seções

Uma folha, alguns símbolos e perguntas certas — e a história familiar aparece de um jeito que a narrativa, sozinha, não mostra. Contexto em psicoeducação e anamnese psicológica.

Símbolos básicos

SímboloSignificado
□Homem
○Mulher
Símbolo com XFalecido(a)
Símbolo com contorno duploPaciente identificado
Linha horizontalCasamento/união
Linha com uma barraSeparação
Linha com duas barrasDivórcio
Linhas verticaisFilhos

Linhas de relação

  • Proximidade (linhas paralelas)
  • Conflito (linha em zigue-zague)
  • Rompimento (linha interrompida)
  • Relação fusionada (três linhas)

Como construir

  1. Comece pelo paciente e o núcleo atual.
  2. Suba para pais e avós; inclua irmãos.
  3. Registre datas (nascimentos, mortes, uniões).
  4. Anote doenças, uso de substâncias, migrações, perdas.
  5. Desenhe as relações.
  6. Explore padrões: "O que se repete?"

Perguntas úteis

  • "Quem era mais próximo de quem?"
  • "Como a família lidava com conflitos?"
  • "Que histórias se contam sobre essa pessoa?"
  • "O que você herdou de bom? E o que gostaria de não repetir?"

Registro no prontuário

ModeloEvolução (caso fictício)

Sessão 6 · 50 minutos · presencial. Paciente: Sônia (nome fictício), 39 anos, enfermeira, mãe solo de dois filhos, em acompanhamento por exaustão e dificuldade de pedir ajuda.
Atividade: construído com a paciente o genograma de três gerações, desenhado por ela, com as informações que trouxe de memória e de uma conversa com a tia, feita durante a semana.
O que apareceu:

  • a avó materna criou cinco filhos sozinha depois que o marido "sumiu";
  • a mãe se separou quando Sônia tinha 6 anos e trabalhou em dois empregos;
  • a própria Sônia se separou quando o filho mais novo tinha 2 anos;
  • nas três gerações, os homens saíram de cena, e as mulheres "seguraram tudo sozinhas".

Resposta: relatou surpresa ao visualizar a repetição. Disse: "eu achava que era só a minha história". Ficou em silêncio olhando o desenho e depois perguntou se "isso quer dizer que a minha filha vai viver igual".
Leitura clínica: o genograma tornou visível um padrão intergeracional de mulheres que não podem contar com ninguém, que parece organizar a dificuldade de Sônia de pedir ajuda, mesmo quando ela existe (a irmã e uma vizinha já se ofereceram). A pergunta sobre a filha mostra o peso que ela atribui ao padrão e abre o tema do que ela quer transmitir diferente.
Registro: genograma guardado no registro documental.
Plano: explorar as crenças sobre autonomia e sobre pedir ajuda; propor, como experimento, aceitar uma das ofertas de ajuda na próxima semana.

O genograma traz informações de pessoas que não são suas pacientes, como avós, pais e irmãos. Registre só o necessário ao trabalho e mantenha o sigilo sobre elas também (Código de Ética, art. 9º).

Veja também conceituação cognitiva e anamnese na terapia de casal.

Genograma no DocsPSI: o mapa da família e o que o paciente percebeu

O genograma vale pelo que acontece enquanto é construído: a repetição que o paciente enxerga pela primeira vez, a pergunta que ele faz olhando o desenho. Se a sessão não é bem registrada, fica o desenho e se perde o insight.

No DocsPSI, a biblioteca de recursos traz a construção de mapa familiar, o contexto familiar intergeracional, o mapeamento relacional familiar e o roteiro guiado sobre família para crianças. A sessão em que o genograma é construído, gravada com consentimento ou importada depois em áudio, vira em menos de 5 minutos um prontuário inteligente em 7 seções, com o que o paciente percebeu nas palavras dele, e o genograma fica guardado no dossiê clínico, com acesso restrito. A Linha do Tempo Terapêutica mostra como os temas familiares reaparecem nas sessões seguintes, e a supervisão por IA, disponível 24 horas, ajuda a pensar os padrões intergeracionais, como apoio à reflexão.

A leitura do genograma é sua. Para começar, há o primeiro mês promocional do Plano Starter, com acesso a todas as funcionalidades e sem fidelidade.

Perguntas frequentes

Para que serve o genograma na psicologia?

Para visualizar a estrutura familiar, padrões transgeracionais, eventos marcantes e dinâmicas relacionais, apoiando avaliação e intervenção.

Quantas gerações o genograma deve ter?

Recomenda-se pelo menos três: paciente, pais e avós.

O genograma deve ser guardado no prontuário?

O genograma construído com o paciente é material compartilhado e pode constar no prontuário, com os dados de terceiros reduzidos ao necessário. Suas anotações com hipóteses ainda não compartilhadas ficam no registro documental, como orienta o Manual Orientativo do CFP (2025).

Dá para fazer genograma no atendimento online?

Dá. Use um quadro compartilhado na tela ou desenhe no papel e mostre à câmera, pedindo que o paciente acompanhe e corrija. Se guardar uma foto do desenho, trate-a como registro clínico, fora da galeria pessoal do celular.

Referências: McGoldrick, M.; Gerson, R.; Petry, S. Genogramas: avaliação e intervenção familiar. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012 · Conselho Federal de Psicologia. Código de Ética Profissional do Psicólogo, art. 9º · Manual Orientativo de Registro e Elaboração de Documentos Psicológicos (CFP, 2025).

Equipe Editorial DocsPSI

Guias escritos a partir das resoluções do Conselho Federal de Psicologia, do Manual Orientativo de Registro e Elaboração de Documentos Psicológicos (CFP, 2025) e da rotina de milhares de consultórios que usam o DocsPSI.

Revisão técnica: Ana Vanessa de Medeiros Neves — Psicóloga Clínica e da Saúde, CRP 03/3592.

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