Sumário3 seções
O pedido "você me dá uma carta de alta?" pode esconder necessidades bem diferentes. Pergunte a finalidade. Visão geral em alta terapêutica.
Qual documento usar
| Necessidade | Documento |
|---|---|
| Comprovar acompanhamento e encerramento | Declaração |
| Comunicar a evolução e a conclusão | Relatório psicológico |
| Aptidão para retorno ao trabalho, após avaliação | Atestado psicológico |
| Recurso terapêutico de despedida | Carta terapêutica (não é documento oficial) |
Declaração
Pessoa atendida: Viviane Rocha Salles (nome fictício)
Finalidade: comprovar o período e o encerramento do acompanhamento psicológico, para apresentação ao programa de saúde ocupacional da empresa em que trabalha
Número do documento: DC - 12/2025-4MX8G (numeração gerada pelo sistema)
Declaro que Viviane Rocha Salles esteve em acompanhamento psicológico no período de 02/03/2025 a 15/12/2025, com sessões semanais, na modalidade presencial, tendo o processo sido encerrado por alta terapêutica em comum acordo.
Maceió/AL, 16 de dezembro de 2025.
Nome Sobrenome — Psicóloga — CRP 00/00000
Assinatura digital
A declaração informa o período e o encerramento, sem motivo do acompanhamento nem estados psicológicos. Se o destinatário precisar saber como foi o processo, o documento é o relatório.
Observação: "alta terapêutica em comum acordo" informa a forma de encerramento, sem descrever sintomas ou estados psicológicos. Se o destinatário não precisa dessa informação, omita.
Carta terapêutica de despedida
Algumas abordagens usam cartas como intervenção (ex.: terapia narrativa). Se optar por isso:
- Foque nas conquistas e recursos do paciente.
- Não inclua informações que o exporiam se lidas por terceiros.
- Registre a intervenção no prontuário.
- Deixe claro ao paciente que a carta é pessoal e não serve como comprovante para terceiros.
Qualquer documento entregue segue as regras de protocolo: a entrega de documentos é registrada com protocolo (Resolução CFP nº 06/2019, art. 16, § 1º), e o envio digital pede assinatura digital. Veja assinatura digital.
Veja encerramento do processo terapêutico.
Carta de alta no DocsPSI: o documento certo, redigido a partir do processo
Quando o paciente pede uma "carta de alta", o documento pode ser uma declaração de encerramento, simples, ou um relatório, que descreve o processo. Nos dois casos, o erro mais comum é o mesmo: datas e número de sessões reconstruídos de memória.
No DocsPSI, a declaração de encerramento sai com as datas de início e de fim e a modalidade preenchidas a partir da agenda, e com QR Code de autenticidade. Se o destinatário precisar saber como foi o processo, a IA do DocsPSI consulta o dossiê clínico, com cada sessão registrada em prontuário inteligente de 7 seções, e redige o relatório nos cinco itens da Resolução CFP nº 06/2019, para você revisar, decidir o que entra e assinar. A Linha do Tempo Terapêutica mostra o percurso que o documento resume. Na biblioteca de recursos, o registro de comunicação de encerramento ajuda a formalizar o fim do processo com o paciente.
O conteúdo e a assinatura são seus. Para começar, há o primeiro mês promocional do Plano Starter, com acesso a todas as funcionalidades e sem fidelidade.
Perguntas frequentes
Existe carta de alta na psicologia?
Não como documento da Resolução CFP 06/2019. Use declaração para comprovar o acompanhamento ou relatório para comunicar a evolução.
Posso informar que o paciente teve alta na declaração?
Pode informar o encerramento e a forma, sem sintomas ou estados psicológicos.
O que é carta terapêutica?
É um recurso clínico, usado em algumas abordagens, em que a psicóloga escreve ao paciente sobre o percurso. Não é documento oficial.
A empresa pediu uma “carta de alta” para o retorno ao trabalho. O que emitir?
Pergunte a finalidade. Para comprovar o acompanhamento e o encerramento, uma declaração. Se a empresa precisa de uma manifestação sobre condições psicológicas para o retorno, isso pede avaliação e um atestado psicológico, só com o necessário à finalidade.
Referências: Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP nº 06/2019 comentada, arts. 9º, 11 e 16 · White, M.; Epston, D. Meios narrativos para fins terapêuticos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.
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