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TCLE na psicologia: quando usar e modelo

TCLE na psicologia: quando usar na clínica e na pesquisa, diferença para o contrato, elementos essenciais, modelos para avaliação e assentimento infantil.

Esclarecimento de termo de consentimento com tempo para perguntas e decisão.
Sumário7 seções

Consentimento não é um papel assinado: é um processo de conversa. O termo apenas registra que essa conversa aconteceu, que a pessoa entendeu e que ela sabe que pode mudar de ideia. Um TCLE assinado sem explicação não vale muito, ética ou juridicamente.

Este guia mostra quando usar, a diferença entre TCLE e contrato terapêutico, os elementos essenciais, dois modelos, um para avaliação e outro de assentimento infantil, e como checar a qualidade do consentimento. Base em contrato terapêutico.

Quando usar

ContextoUsoBase
Pesquisa com seres humanosObrigatório, com aprovação do comitê de ética em pesquisaResoluções CNS nº 466/2012 e nº 510/2016; Código de Ética, art. 16, “b”
Gravação de sessãoConsentimento específico e revogávelCódigo de Ética, art. 14; guia de IA do CFP
Transcrição e uso de IAInformar finalidade, plataforma e tratamento dos dadosGuia de IA do CFP
Avaliação psicológicaObjetivos, etapas, devolutiva e destino do documentoBoa prática; Resolução CFP nº 06/2019 sobre o documento
Uso de material clínico em aula, publicação ou supervisão gravadaConsentimento e anonimizaçãoCódigo de Ética, arts. 9º e 16

TCLE ou contrato?

Contrato terapêuticoTCLE
Para quêCombinar o enquadre: valor, horários, faltas, sigiloRegistrar a concordância informada com um procedimento específico
QuandoNo início do acompanhamentoAntes de cada procedimento que exige consentimento próprio
Pode ser revogado?Encerrado por qualquer das partesSim, a qualquer momento, sem prejuízo do atendimento
ExemploContrato de psicoterapiaTermo de gravação; termo de avaliação

Os dois podem estar no mesmo documento, em seções separadas, ou em documentos distintos. O importante é que o consentimento específico não se perca no meio das regras de pagamento.

Elementos essenciais

  • Objetivo do procedimento.
  • Como será realizado, por quanto tempo e por quem.
  • Riscos e desconfortos possíveis.
  • Benefícios esperados.
  • Sigilo, guarda e destino dos dados e documentos.
  • Direito de recusar e de revogar a qualquer momento, sem justificar e sem prejuízo do atendimento, como garante o guia de IA do CFP para o uso de tecnologia.
  • Contato para dúvidas.
  • Assinaturas e cópia para a pessoa.

Modelo para avaliação psicológica

ModeloTCLE para avaliação psicológica — modelo para adaptar

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO — AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Eu, ____________________, documento ______________, declaro que fui informado(a) de que:

  1. Demanda e finalidade. A avaliação psicológica foi solicitada por ____________________ e tem como finalidade ____________________. Os resultados respondem somente a essa finalidade e ao período avaliado.
  2. Etapas. A avaliação terá aproximadamente ___ encontros de ___ minutos, entre / e /, com entrevistas, observação e instrumentos psicológicos escolhidos pela psicóloga. Testes psicológicos só serão usados com parecer favorável no SATEPSI, conforme a Resolução CFP nº 31/2022. O número de encontros pode mudar por necessidade técnica, com aviso prévio.
  3. Outras pessoas. Poderão ser ouvidos ____________________ (por exemplo, familiares, escola, outros profissionais) apenas com a minha autorização.
  4. Sem resultado prometido. Não há promessa de uma conclusão específica.
  5. Devolutiva e documento. Haverá entrevista devolutiva, em linguagem acessível. O documento será escolhido pela psicóloga conforme a finalidade, segundo a Resolução CFP nº 06/2019, e será entregue a mim, sendo encaminhado a terceiros só com a minha autorização.
  6. Material dos testes. Folhas de resposta e materiais dos testes são de uso exclusivo da psicóloga e não serão entregues.
  7. Sigilo e dados. As informações são sigilosas e serão tratadas conforme o Código de Ética e a LGPD, com guarda por no mínimo cinco anos.
  8. Liberdade. Posso fazer perguntas a qualquer momento e desistir da avaliação sem prejuízo, ciente de que, nesse caso, poderá não haver documento conclusivo.

Cidade, data.
____________________ — pessoa avaliada ou responsável legal
Nome Sobrenome — CRP 00/00000

Crianças e adolescentes: consentimento e assentimento

O Código de Ética exige autorização de ao menos um responsável para atendimento não eventual (art. 8º), e o guia de IA do CFP orienta buscar o assentimento da criança ou do adolescente, na medida da sua compreensão. Assentimento é a concordância da própria criança, em linguagem que ela entende.

ModeloAssentimento para gravação — criança de 9 anos (exemplo)

Oi, Lucas! Às vezes eu gravo o som das nossas conversas para lembrar melhor do que a gente falou. Ninguém mais ouve, só eu. Você pode dizer não, e a gente continua se encontrando do mesmo jeito. E se um dia você mudar de ideia, é só me avisar.

Você topa que eu grave nossas conversas?
( ) Sim ( ) Não ( ) Quero pensar

Nome: ________ Data: //____

Consentimento no DocsPSI: o termo certo para cada público, assinado por link

O consentimento só protege quando é específico, compreendido e registrado. Na prática, ele costuma ser um papel genérico assinado às pressas na primeira sessão, que não fala de gravação, de teleatendimento nem do assentimento da criança, e que depois ninguém encontra.

No DocsPSI, a biblioteca de recursos traz modelos de consentimento por situação: consentimento informado para pessoa adulta; consentimento e assentimento para criança ou adolescente; termo de consentimento para teleatendimento; consentimento específico para gravação; e consentimento para gravação de pessoa sob curatela. Você adapta o modelo e o envia por link seguro. A pessoa lê no próprio dispositivo, com tempo, e assina eletronicamente; a assinatura fica registrada com data, hora e código de integridade verificável, e o PDF fica no dossiê clínico.

Para a gravação, o consentimento também está no próprio fluxo: antes de cada gravação, você confirma na plataforma o termo de consentimento, e esse aceite fica registrado de forma imutável, com data, hora e identificação do dispositivo. Obter e documentar o consentimento do paciente continua sendo sua responsabilidade, e o termo assinado por ele é o que o comprova. Com o consentimento em ordem, cada sessão vira em menos de 5 minutos um prontuário inteligente em 7 seções. Veja o modelo específico em termo de consentimento para gravação de sessão. Para começar, há o primeiro mês promocional do Plano Starter, com acesso a todas as funcionalidades e sem fidelidade.

A qualidade do consentimento

Antes de guardar o termo assinado, confira:

  • Expliquei com palavras simples, sem pressa?
  • A pessoa conseguiu dizer, com as palavras dela, o que aceitou?
  • Ela sabe que pode recusar sem perder o atendimento?
  • Ela sabe como revogar depois?
  • Há sinais de que aceitou por medo de desagradar? Se sim, volte ao tema depois.
  • A pessoa ficou com uma cópia?
  • Registrei no prontuário que o consentimento foi obtido?

Perguntas frequentes

O que é TCLE na psicologia?

É o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, que registra que a pessoa foi informada sobre um procedimento e concordou livremente com ele, sabendo que pode desistir.

TCLE é obrigatório na clínica?

É obrigatório em pesquisas. Na clínica, é boa prática para procedimentos específicos, como gravação, uso de IA e avaliação psicológica, e é a forma de demonstrar que o paciente foi informado.

O consentimento pode ser retirado?

Sim. A pessoa pode revogar o consentimento a qualquer momento, sem justificativa e sem prejuízo do atendimento.

Qual a diferença entre consentimento e assentimento?

Consentimento é a autorização de quem tem capacidade legal, como o adulto ou o responsável pela criança. Assentimento é a concordância da própria criança ou adolescente, em linguagem adequada à idade.

Posso usar um único TCLE para tudo?

Pode reunir procedimentos num mesmo documento, desde que cada um esteja explicado e possa ser aceito ou recusado separadamente. A recusa de um não deve impedir o atendimento.

Equipe Editorial DocsPSI

Guias escritos a partir das resoluções do Conselho Federal de Psicologia, do Manual Orientativo de Registro e Elaboração de Documentos Psicológicos (CFP, 2025) e da rotina de milhares de consultórios que usam o DocsPSI.

Revisão técnica: Ana Vanessa de Medeiros Neves — Psicóloga Clínica e da Saúde, CRP 03/3592.

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