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Contrato terapêutico infantil (e versão lúdica)

Contrato terapêutico infantil: cláusulas para os responsáveis (autorização, sigilo, pais separados, escola, justiça, gravação) e versão lúdica.

Combinados do atendimento infantil apresentados à criança e ao responsável.
Sumário4 seções

Contratos infantis precisam responder a perguntas que não aparecem com adultos: quem autoriza, o que os pais vão saber, o que acontece se os pais discordarem. Base em contrato terapêutico.

Cláusulas específicas para responsáveis

CláusulaConteúdo
AutorizaçãoAssinatura de ao menos um responsável (art. 8º)
SigiloO que é protegido e o que será comunicado (o essencial)
Orientação de paisFrequência e objetivos
EscolaContato apenas com autorização
Pais separadosSituação de guarda verificada; guarda compartilhada não dá acesso automático ao conteúdo das sessões
Processos judiciaisLimites da Resolução CFP nº 08/2010
GravaçãoConsentimento dos responsáveis e assentimento da criança
DocumentosEmitidos conforme a Res. 06/2019, entregues aos responsáveis
ModeloContrato de prestação de serviços psicológicos — criança (modelo para adaptar)

CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PSICOLÓGICOS — CRIANÇA

Criança atendida: ______________, nascida em //.
Responsável contratante: ____________________, documento ______________, vínculo ____________.
Situação de guarda e eventuais restrições judiciais, verificadas: ______________________________.
Psicóloga: Nome Sobrenome, CRP 00/00000.

1. Objeto e documentos separados. Este contrato trata das condições do atendimento. A autorização para o atendimento, a manifestação da criança e, se houver, a gravação ou o atendimento online constam em termos próprios.

2. Atendimento. Sessões semanais de 45 minutos com a criança, às ______, e encontros de orientação com os responsáveis a cada ______ semanas. Os objetivos serão combinados e revistos; não há garantia de resultado.

3. Autorização e manifestação da criança. O atendimento não eventual exige autorização de ao menos um responsável (Código de Ética, art. 8º). A criança receberá explicação adequada à idade, e sua opinião, dúvidas e eventuais recusas serão ouvidas e registradas.

4. Guarda e responsáveis. O contratante declara verdadeiras as informações sobre a guarda e entregará decisões judiciais relevantes. Guarda compartilhada não gera acesso automático ao conteúdo das sessões. Em caso de conflito entre os responsáveis, a psicóloga avaliará o melhor interesse da criança e poderá buscar orientação ou encaminhamento.

5. Sigilo e devolutivas. O conteúdo das sessões com a criança é sigiloso. Os responsáveis receberão, nos encontros de orientação, informações gerais sobre o andamento e orientações para casa, e somente o estritamente essencial para promover medidas em benefício da criança (Código de Ética, art. 13). Em situação de risco, violência ou dever legal, a comunicação será feita ao destinatário competente, no mínimo necessário.

6. Escola e outros profissionais. O contato com a escola ou outros profissionais depende de autorização escrita do responsável e terá finalidade definida e informação limitada.

7. Processos judiciais. A psicoterapia não tem a finalidade de produzir documentos para processos. A psicóloga não atuará como perita ou assistente técnica das partes, e documentos do processo psicoterápico para a Justiça dependem de consentimento formal, com exceção de declarações (Resolução CFP nº 08/2010, art. 10).

8. Honorários, faltas e reajuste. Valor: R$ ____, pago ______. Cancelamentos: ______. Reajuste: ______.

9. Comunicação e emergência. Canal administrativo: ______________, em dias úteis, das 9h às 18h. Mensagens não são atendimento 24 horas. Em risco imediato, procurar o SAMU (192) ou o pronto-socorro.

10. Registros e dados. Os atendimentos serão registrados em prontuário, guardado por no mínimo cinco anos e, no caso de crianças, preferencialmente até a maioridade, com sigilo. Os dados serão tratados conforme a LGPD, no melhor interesse da criança, e o aviso de privacidade é entregue com este contrato.

11. Encerramento. Pedidos de interrupção e a manifestação da criança serão considerados à luz do seu melhor interesse, com sessão de fechamento sempre que possível e encaminhamento quando necessário.

Cidade, data.
____________________ — responsável contratante
____________________ — manifestação da criança, quando possível (nome ou desenho)
Nome Sobrenome — CRP 00/00000

Versão lúdica para a criança

ModeloCombinados da terapia (versão para a criança, exemplo)

🧸 Aqui é um lugar para brincar, conversar e entender sentimentos.
🤐 O que você me conta fica entre nós. Se eu ficar preocupada com a sua segurança, vou conversar com seus pais — e vou te contar antes.
🕒 A gente se encontra toda quarta-feira.
🎨 Podemos usar os brinquedos da sala e guardar juntos no final.
🙋 Você pode dizer quando não quiser falar de alguma coisa.
Assinatura (ou desenho) da criança: __________

Para adolescentes, use uma versão com linguagem adequada à idade e combinados de sigilo explícitos — veja sigilo com menores.

Veja também primeira sessão infantil, modelo de contrato para adultos e TCLE e assentimento.

Onde guardar

O Manual Orientativo do CFP (2025) inclui no registro documental os termos de ciência e responsabilidade para atendimentos com crianças e adolescentes, devidamente protocolados. Guarde o contrato assinado junto a eles e lembre que, com crianças, o Manual recomenda preservar as informações ao menos até a maioridade.

Contrato infantil no DocsPSI: responsáveis que assinam por link, criança que é ouvida

No atendimento de crianças, os documentos se multiplicam: o contrato, a autorização de ao menos um responsável, o assentimento da criança, o termo de gravação, a autorização para falar com a escola. Com pais separados, cada um mora num endereço e responde em outro tempo. É comum o atendimento começar com metade dos papéis assinados.

No DocsPSI, a biblioteca de recursos traz o contrato de serviços para criança ou adolescente e o modelo de consentimento com assentimento, pensados para esse público. Você adapta e envia por link seguro a cada responsável; cada um assina eletronicamente no próprio celular, com data, hora e código de integridade verificável, e o PDF fica no dossiê clínico da criança. Antes de cada gravação, você confirma na plataforma o termo de consentimento, e o aceite fica registrado de forma imutável.

Depois, a rotina que o contrato combina fica no sistema: a agenda marca as sessões e os encontros de orientação com os pais, com lembretes; cada sessão vira em menos de 5 minutos um prontuário inteligente em 7 seções, com a brincadeira e o que a criança trouxe registrados; e a biblioteca oferece roteiros para o atendimento de crianças e materiais de psicoeducação para levar aos pais. Para começar, há o primeiro mês promocional do Plano Starter, com acesso a todas as funcionalidades e sem fidelidade.

Perguntas frequentes

Quem assina o contrato terapêutico infantil?

Ao menos um responsável legal, conforme o art. 8º do Código de Ética. A criança pode participar de uma versão lúdica.

O contrato deve falar sobre pais separados?

É recomendável. Ele registra a situação de guarda verificada, lembra que guarda compartilhada não dá acesso automático ao conteúdo das sessões e diz como a psicóloga agirá em disputas, sempre no melhor interesse da criança.

Precisa de versão para a criança?

Não é obrigatório, mas ajuda a criança a entender e participar do processo.

E se a criança não quiser ir à terapia?

A manifestação dela é ouvida e registrada. A decisão sobre continuar é tomada com os responsáveis, à luz do melhor interesse da criança, e a recusa costuma ser, ela própria, tema de trabalho nas primeiras sessões.

Referências: Conselho Federal de Psicologia. Código de Ética Profissional do Psicólogo (Resolução CFP nº 010/2005), arts. 8º, 13 e 14 · Resolução CFP nº 08/2010 · Resolução CFP nº 06/2019 · Manual Orientativo de Registro e Elaboração de Documentos Psicológicos (CFP, 2025).

Equipe Editorial DocsPSI

Guias escritos a partir das resoluções do Conselho Federal de Psicologia, do Manual Orientativo de Registro e Elaboração de Documentos Psicológicos (CFP, 2025) e da rotina de milhares de consultórios que usam o DocsPSI.

Revisão técnica: Ana Vanessa de Medeiros Neves — Psicóloga Clínica e da Saúde, CRP 03/3592.

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