Sumário5 seções
"O que a minha filha fala na terapia?" Os pais têm direito a acompanhar o processo — não a saber tudo.
Este guia mostra o que comunicar e o que preservar, um combinado pronto para o início, como comunicar e o que fazer em situações específicas. Veja o guia psicólogo pode…?.
O que comunicar e o que preservar
| Comunicar | Preservar |
|---|---|
| Situações de risco e medidas de proteção | Conteúdos das sessões |
| Orientações que dependem dos pais | Opiniões e confidências |
| Andamento geral do processo | Relatos sobre amigos, namoro, sexualidade (salvo risco) |
| Necessidade de encaminhamentos | Detalhes que exponham sem necessidade |
Combine no início
O que conversamos nas sessões é sigiloso. Os responsáveis serão informados sobre o andamento geral do processo e receberão orientações quando necessário. Se houver risco à sua vida, à sua segurança ou à de outras pessoas, os responsáveis serão comunicados apenas do que for essencial para proteger você — e, sempre que possível, conversaremos antes sobre como fazer isso.
Como comunicar
- Converse primeiro com a criança ou o adolescente.
- Decida junto o que e como será dito.
- Se possível, faça a conversa em conjunto.
- Foque em medidas de proteção e orientações.
- Registre no prontuário o que foi comunicado, a quem e por quê: em caso de quebra de sigilo, a informação se restringe ao estritamente necessário (Código de Ética, art. 10, parágrafo único).
Se houver suspeita de maus-tratos, a comunicação vai também ao Conselho Tutelar (ECA, art. 13), e o que dizer aos responsáveis depende de quem é o autor da violência.
Situações específicas
- Risco de suicídio: quebra de sigilo no risco de suicídio.
- Autolesão: autolesão em adolescentes.
- Violência: violência doméstica e notificação.
- Guia completo: sigilo com menores.
Onde o DocsPSI ajuda
No DocsPSI, cada sessão gravada com consentimento dos responsáveis, e com o assentimento da criança ou do adolescente, vira um prontuário completo em 7 seções clínicas, com o observado separado da hipótese. Você revisa, decide o que fica no prontuário, que o representante legal pode acessar, e assina.
Perguntas frequentes
Os pais podem saber o que o filho fala na terapia?
Não o conteúdo das sessões. O Código de Ética prevê comunicar apenas o estritamente essencial para promover medidas em benefício da criança ou do adolescente.
Quando o psicólogo deve contar algo aos pais?
Em situações de risco, como ideação suicida, autolesão, violência ou abuso, e quando há orientações que dependem dos pais.
O adolescente precisa saber que os pais serão informados?
Sempre que possível, sim. Combinar isso no início e conversar antes preserva o vínculo.
E se os pais ameaçarem tirar o filho da terapia para saber o que ele conta?
Retome o combinado inicial, explique que o sigilo é o que permite ao filho falar e ofereça encontros de orientação aos pais. Registre a situação: o Manual Orientativo do CFP (2025) inclui ameaças de responsáveis entre os conteúdos do registro documental.
Referências: Conselho Federal de Psicologia. Código de Ética Profissional do Psicólogo, arts. 8º, 10 e 13 · Resolução CFP nº 01/2009, art. 5º · Brasil. Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/1990), art. 13.
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