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Modelo de relatório psicológico com exemplo preenchido

Modelo de relatório psicológico preenchido nos 5 itens da Resolução CFP 06/2019: dois exemplos (escola e plano de saúde), comentários e checklist.

Relatório preenchido com anotações visuais e painel de conferência.
Sumário4 seções

Ver um relatório inteiro ajuda a calibrar o tom e o nível de detalhe. Os comentários depois do modelo explicam cada escolha. Estrutura completa em relatório psicológico.

ModeloRelatório Psicológico (exemplo fictício)

1. Identificação

Título: Relatório Psicológico
Pessoa atendida: Alice Prado Ramos (nome fictício), 16 anos, estudante do 2º ano do ensino médio, filha única, mora com a mãe e o pai.
Solicitantes: responsáveis legais, a pedido da coordenação pedagógica da escola.
Finalidade: informar a escola sobre o acompanhamento psicológico e oferecer orientações para apoiar a estudante em situações de avaliação.
Número do documento: RP - 02/2026-5HN2T (numeração gerada pelo sistema)
Autora: Nome Sobrenome, psicóloga, CRP 00/00000.

2. Descrição da demanda

Alice iniciou o acompanhamento em agosto de 2025, por encaminhamento da coordenação pedagógica, depois de faltar a cinco provas no primeiro semestre e de ter duas crises de choro em sala. A primeira ocorreu em abril de 2025, numa avaliação de matemática, quando saiu da sala sem entregar a prova. A escola relatou que a estudante, de histórico acadêmico consistente desde o ensino fundamental, passou a se ausentar justamente nos dias de prova e a pedir para sair da sala em apresentações.

Os pais contaram que a filha sempre teve boas notas e que a mudança os surpreendeu. Descreveram uma casa em que "estudar sempre foi prioridade" e reconheceram, na segunda entrevista, que uma nota abaixo de oito "virava conversa". Situaram o início das dificuldades na mudança para uma turma preparatória para o vestibular, em fevereiro de 2025, com simulados quinzenais e divulgação da classificação dos alunos num mural. No ano anterior, Alice tinha recebido uma medalha numa olimpíada de matemática e, desde então, era conhecida na escola como "a que sabe tudo".

A própria Alice descreveu o que sentia como "um bloqueio": estudava, sabia o conteúdo em casa, mas "na hora dá branco e parece que todo mundo está vendo". Contou que, nas noites anteriores às provas, dormia pouco e ensaiava mentalmente o que aconteceria se tirasse uma nota baixa. Fora da escola, mantinha amizades, saía com as amigas e praticava vôlei.

As informações foram fornecidas pela adolescente, pelos responsáveis, em duas entrevistas, e por relatório escrito da coordenação pedagógica. A escola solicitou orientações sobre como apoiá-la. O conteúdo deste relatório foi discutido previamente com Alice. Ela pediu que as conversas familiares mais íntimas ficassem fora do documento, o que foi respeitado; a expectativa da família em torno das notas foi mantida, com a concordância dela, porque fundamenta uma das recomendações.

3. Procedimento

O acompanhamento ocorreu entre 18/08/2025 e 26/01/2026, com 18 sessões individuais semanais de 50 minutos e duas sessões de orientação aos responsáveis, em abordagem cognitivo-comportamental. Foram realizados:

  • entrevistas iniciais com a adolescente e com os responsáveis, para compreender a história escolar, o início das dificuldades e o funcionamento da família diante do desempenho;
  • leitura do relatório da coordenação pedagógica, como fonte complementar sobre o comportamento em sala, e um contato telefônico com a coordenadora, em outubro, com autorização de Alice e dos pais;
  • psicoeducação sobre ansiedade de avaliação, para que Alice compreendesse o ciclo entre pensamento, corpo e evitação;
  • registro de pensamentos antes das provas, para identificar as previsões catastróficas que antecediam as crises e examiná-las em sessão;
  • treino de regulação, com respiração lenta e reorientação da atenção para a tarefa;
  • exposição gradual e planejada a situações de avaliação, construída com a estudante em cinco degraus: simulado cronometrado em casa; prova em sala separada; prova na própria sala, sentada perto da porta; prova na sala, no lugar habitual; simulado com classificação divulgada;
  • medida da ansiedade antecipatória, numa escala de 0 a 10 informada por Alice antes de cada avaliação, para acompanhar a evolução.

4. Análise

Como Alice chegou. Nas primeiras sessões, Alice chegava com postura contida, respondia de forma breve e evitava o contato visual quando o assunto era a escola, embora falasse com animação sobre o vôlei e as amigas. Descrevia, nas vésperas de provas, aperto no peito, náusea e dificuldade para dormir, acompanhados de pensamentos como "vou travar e todo mundo vai ver que eu não sou tão boa assim". Nos dias de avaliação, a intensidade dos sintomas a levava a ficar em casa, o que trazia alívio imediato, mas aumentava o medo da prova seguinte. Esse ciclo, em que a evitação alivia no curto prazo e mantém a ansiedade no longo prazo, é descrito pela literatura sobre ansiedade de avaliação (Zeidner, 1998).

O sentido do "branco". O "branco" ganhou sentido ao longo do trabalho. Não se tratava de falta de estudo nem de desinteresse. Sob ansiedade intensa, parte da atenção passa a ser ocupada pela vigilância sobre o próprio desempenho e sobre o olhar dos outros, e sobra menos capacidade para a tarefa, o que Eysenck et al. (2007) descrevem como prejuízo do controle atencional. Alice percebeu isso em sessão, ao notar que, durante a prova de abril, "estava mais pensando na nota que ia aparecer no mural do que na questão".

Compreensão do caso. A identidade de Alice na escola se apoiava no desempenho: ser "a que sabe tudo" era, para ela, a forma de ser reconhecida. A divulgação da classificação transformou cada prova numa medida pública desse valor, e não apenas do conhecimento, o que ajuda a entender por que as crises começaram na turma preparatória, e não antes. A expectativa familiar em torno das notas, ainda que sem intenção de pressionar, reforçava a regra de que errar era perder o lugar. A evitação das provas, por sua vez, impedia que Alice verificasse que suas previsões catastróficas não se confirmavam.

Outras explicações consideradas.

  • Dificuldade de aprendizagem: não se sustenta, porque o desempenho em trabalhos feitos em casa e nas provas que realizou se manteve alto.
  • Desinteresse pelo curso: Alice fala do curso e do vestibular com interesse e planeja cursar Engenharia.
  • Conflito com colegas ou bullying: não há relato da estudante nem da escola; ela descreve boas amizades na turma.
  • Ansiedade social mais ampla: o medo do olhar do outro aparece nas provas e nas apresentações, mas não em outras situações sociais. Alice vai a festas, fala com desconhecidos e tem vida social ativa. O quadro está restrito a situações de avaliação, e esse ponto segue sendo observado, porque as apresentações orais continuam difíceis.
  • Humor deprimido: não há tristeza persistente nem perda de interesse; o sono piora só nas vésperas de provas.

Alice negou, em mais de uma sessão, pensamentos de morte ou de se machucar, e não há uso de álcool ou de outras substâncias relatado.

Evolução. Ao longo dos atendimentos, Alice aprendeu a reconhecer os primeiros sinais da ansiedade no corpo e a nomear os pensamentos que os acompanham. Percorreu os cinco degraus da exposição entre outubro e janeiro. A ansiedade antecipatória informada antes das provas caiu de 9, em setembro, para 5, em janeiro. Houve duas faltas em provas entre agosto e outubro de 2025 e nenhuma desde novembro. No último simulado, com classificação divulgada, ficou em 12º lugar entre 40 alunos e contou em sessão que "doeu, mas não acabou comigo". Resumiu o percurso assim: "ainda fico nervosa, mas agora eu sei o que está acontecendo".

Nas orientações aos responsáveis, os pais reconheceram o peso das conversas sobre notas e passaram a perguntar a Alice sobre o que aprendeu, e não sobre a nota. Segundo a estudante, isso "tirou um peso".

Recursos e o que persiste. Destacam-se como recursos o bom desempenho acadêmico, o apoio dos pais, a vida social ativa, o esporte e a capacidade de refletir sobre a própria experiência. Persistem dificuldades em apresentações orais, em que a exposição ao olhar do grupo é maior e a ansiedade antecipatória ainda chega a 8. Elas seguem em trabalho nas sessões, com a mesma lógica de exposição gradual (Craske et al., 2014).

5. Conclusão

O acompanhamento mostra evolução importante. Alice voltou a comparecer a todas as avaliações desde novembro de 2025 e dispõe hoje de estratégias próprias para lidar com a ansiedade, com dificuldade residual em apresentações orais.

Recomendações à escola:

  • comunicar com antecedência as datas e o formato das avaliações, porque a previsibilidade reduz a ansiedade antecipatória;
  • rever a divulgação pública da classificação dos alunos, ou oferecer a devolutiva de forma individual, em razão do peso que a exposição pública teve no início das dificuldades;
  • permitir, quando possível, apresentações orais para grupos menores, como etapa intermediária até a apresentação para a turma;
  • manter um canal de comunicação com os responsáveis em caso de nova piora, como faltas seguidas em avaliações.

Recomendações à família: manter o apoio sem cobrança centrada em notas e valorizar o esforço e as estratégias que Alice tem usado.

Continuidade do cuidado: manutenção do acompanhamento psicológico semanal, com foco nas apresentações orais, e nova avaliação do percurso ao fim do semestre.

Este relatório tem validade de 6 (seis) meses a partir da data de emissão, considerando a natureza dinâmica do processo terapêutico em curso.

Reafirma-se aqui que as informações deste documento extrajudicial são confidenciais e se restringem exclusivamente à finalidade de orientar a escola no apoio à estudante, não podendo ser utilizadas fora desse contexto ou para outro objetivo.

Brasília/DF, 22 de fevereiro de 2026.
Nome Sobrenome — Psicóloga — CRP 00/00000
Assinatura digital

Referências

CRASKE, M. G. et al. Maximizing exposure therapy: an inhibitory learning approach. Behaviour Research and Therapy, v. 58, p. 10-23, 2014.
EYSENCK, M. W. et al. Anxiety and cognitive performance: attentional control theory. Emotion, v. 7, n. 2, p. 336-353, 2007.
ZEIDNER, M. Test anxiety: the state of the art. New York: Plenum, 1998.
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Resolução CFP nº 06/2019. Brasília: CFP, 2019.

Comentários por item

  • Identificação: o solicitante é especificado (responsáveis, a pedido da escola) e a finalidade é clara.
  • Demanda: diz quem forneceu as informações, como exige a resolução.
  • Procedimento: número de encontros, período, duração, abordagem e cada procedimento com a sua função.
  • Análise: começa pelo que foi observado e relatado, contrasta o momento inicial com o atual, explica o mecanismo do problema com a literatura no corpo do texto, descarta explicações alternativas e foca o que interessa à escola, sem detalhes íntimos nem transcrição.
  • Conclusão: evolutiva, não diagnóstica, com recomendações separadas por âmbito (escola, família, continuidade do cuidado), cada uma com o porquê, validade e o parágrafo de confidencialidade antes do encerramento.
  • Sigilo com adolescente: o conteúdo foi combinado antes com a adolescente, e só entra o que ajuda a escola a apoiá-la (Código de Ética, art. 13).

Segundo exemplo: continuidade para o plano de saúde

ModeloRelatório Psicológico para operadora de plano de saúde (exemplo fictício)

1. Identificação

Título: Relatório Psicológico
Pessoa atendida: Jorge Matos Figueira (nome fictício), 42 anos, representante comercial, casado, dois filhos.
Solicitante: o próprio paciente.
Finalidade: apresentação à operadora de plano de saúde, para solicitar a continuidade das sessões de psicoterapia.
Número do documento: RP - 09/2026-2WC7Y (numeração gerada pelo sistema)
Autora: Nome Sobrenome, psicóloga, CRP 00/00000.

2. Descrição da demanda

Jorge procurou atendimento em março de 2026, por orientação do cardiologista, dois meses depois de um infarto agudo do miocárdio. O evento ocorreu em janeiro, num hotel em outra cidade, durante uma viagem de trabalho: sentiu dor no peito de madrugada e esperou cerca de 40 minutos pelo atendimento, sozinho, até ser levado a um hospital que não conhecia. Passou por angioplastia, teve boa recuperação física e foi encaminhado à reabilitação cardíaca.

Desde então, relata medo intenso de um novo evento, que o leva a checar o pulso muitas vezes ao dia, a evitar o esforço físico recomendado na reabilitação e a recusar viagens de trabalho, atividade essencial à sua função, que prevê em média duas viagens por mês. Em fevereiro, foi duas vezes ao pronto-socorro com aperto no peito e palpitações. Os exames foram normais, e o cardiologista atribuiu os episódios à ansiedade. Jorge descreveu-se como alguém que "nunca tinha ficado doente" e que, desde o infarto, passou a "viver esperando o próximo".

As informações foram fornecidas pelo paciente e, com a sua autorização escrita, pela equipe de reabilitação cardíaca.

3. Procedimento

Psicoterapia individual semanal, de abordagem cognitivo-comportamental, com sessões presenciais de 50 minutos, num total de 24 encontros entre 09/03 e 21/09/2026. Foram realizados:

  • entrevista inicial e registro diário das checagens corporais, preenchido pelo paciente, para medir a frequência do comportamento e acompanhar a sua redução;
  • psicoeducação sobre ansiedade relacionada à saúde e sobre a diferença entre os sinais de alerta cardíaco, definidos pelo cardiologista por escrito, e as sensações comuns de ansiedade;
  • redução gradual das checagens e retorno planejado às atividades físicas, em articulação com a reabilitação;
  • exposição gradual a deslocamentos, iniciada em agosto, com metas semanais;
  • dois contatos com a equipe de reabilitação cardíaca, em abril e em julho, para alinhar as metas de esforço.

4. Análise

Como Jorge chegou. No início, chegava às sessões com fala acelerada e vigilância constante ao próprio corpo: interrompia a conversa para comentar uma palpitação e perguntava com frequência se aquilo "era normal". O registro das duas primeiras semanas mostrou em média 30 checagens de pulso por dia. Havia abandonado a reabilitação cardíaca por medo de "passar mal no esforço" e dormia com o celular na mão, "pronto para ligar".

Compreensão do caso. O padrão é coerente com o que Eifert (1992) descreveu como ansiedade focada no coração: depois de um evento cardíaco real, sensações comuns, como o coração acelerado ao subir uma escada, passam a ser lidas como ameaça, e a checagem e a evitação, que trazem alívio imediato, mantêm o medo. O ciclo de busca de reasseguramento, descrito por Salkovskis e Warwick (1986), aparecia nas perguntas repetidas à esposa e nas idas ao pronto-socorro. A forma como o infarto aconteceu explica o conteúdo específico do medo: longe de casa, sozinho e sem saber onde havia um hospital. Por isso, a recusa às viagens não é apenas cautela depois da doença, mas o ponto em que o medo se concentra.

Outras explicações consideradas. Os episódios de fevereiro poderiam sugerir ataques de pânico. Eles ocorreram, porém, sempre ligados a sensações cardíacas e ao medo de novo infarto, e não de forma inesperada, e não se repetiram depois de abril. O medo também não se estende a outras doenças, o que afasta uma preocupação generalizada com a saúde. Jorge não apresenta humor deprimido persistente, mantém o interesse pela família e pelo futebol, e negou pensamentos de morte ou de se machucar quando perguntado.

Evolução. Foi consistente e medida. Com a psicoeducação e a redução gradual, as checagens caíram de 30 para uma por dia, no horário combinado com o cardiologista. Jorge voltou à reabilitação em maio e completou o programa em agosto, segundo a equipe. Não voltou ao pronto-socorro desde fevereiro. Em sessão, disse que passou a "confiar de novo no próprio corpo, aos poucos".

O que persiste e justifica a continuidade. Persiste a evitação de viagens de trabalho e do medo de ficar longe de hospitais conhecidos. Das seis viagens previstas entre junho e agosto, Jorge não fez nenhuma. Em setembro, realizou a primeira viagem de ida e volta no mesmo dia, para uma cidade a 120 km, com ansiedade intensa, mas sem interrompê-la. O impacto na renda é direto: segundo o paciente, a comissão caiu cerca de um terço no período. São fatores de proteção o apoio da esposa, a boa adesão ao tratamento, com frequência de 24 em 24 sessões, e a motivação para retomar o trabalho.

5. Conclusão

Houve melhora importante do funcionamento, com retomada e conclusão da reabilitação cardíaca e redução das checagens de 30 para uma por dia. Persistem limitações nas viagens de trabalho, parte essencial da função, que justificam a continuidade da psicoterapia semanal por mais seis meses, com foco na exposição gradual a deslocamentos.

Plano para o período solicitado:

  • até o 2º mês: viagens de ida e volta no mesmo dia, uma por semana;
  • até o 4º mês: uma viagem com pernoite em cidade com hospital de referência conhecido, com plano de ação definido com o cardiologista;
  • até o 6º mês: retomada da agenda regular de viagens da função.

A evolução será reavaliada ao fim do período, com relatório de atualização se necessário.

Este relatório tem validade de 3 (três) meses a partir da data de emissão.

Reafirma-se aqui que as informações deste documento extrajudicial são confidenciais e se restringem exclusivamente à finalidade de solicitar à operadora a continuidade das sessões, não podendo ser utilizadas fora desse contexto ou para outro objetivo.

Brasília/DF, 25 de setembro de 2026.
Nome Sobrenome — Psicóloga — CRP 00/00000
Assinatura digital

Referências

EIFERT, G. H. Cardiophobia: a paradigmatic behavioural model of heart-focused anxiety and non-anginal chest pain. Behaviour Research and Therapy, v. 30, n. 4, p. 329-345, 1992.
SALKOVSKIS, P. M.; WARWICK, H. M. C. Morbid preoccupations, health anxiety and reassurance: a cognitive-behavioural approach to hypochondriasis. Behaviour Research and Therapy, v. 24, n. 5, p. 597-602, 1986.
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Resolução CFP nº 06/2019. Brasília: CFP, 2019.

Para operadoras, informe diagnóstico ou código de classificação só se for exigido, com consentimento do paciente. Veja reembolso de plano de saúde.

Checklist antes de assinar

  • 5 itens presentes
  • Solicitante e finalidade explícitos
  • Sem diagnóstico (não é a finalidade do relatório)
  • Só o necessário para o destinatário
  • Linguagem acessível
  • Validade no último parágrafo
  • Devolutiva agendada e protocolo de entrega — veja entrevista devolutiva

Veja variações em relatório escolar, relatório infantil e relatório para psiquiatra.

Relatório psicológico com IA: do dossiê clínico ao documento

Os dois relatórios acima têm algo em comum: por trás de cada frase há semanas de sessões. O trabalho difícil não é conhecer os cinco itens; é reler meses de anotações, escolher o que o destinatário precisa saber e deixar de fora o que o sigilo protege.

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Perguntas frequentes

Existe modelo oficial de relatório psicológico?

O CFP define os itens obrigatórios na Resolução 06/2019, mas não um formulário único. Qualquer modelo deve seguir essa estrutura.

Posso enviar o relatório direto para a escola?

O documento é entregue à pessoa atendida ou aos responsáveis, em entrevista devolutiva, com protocolo. O envio a terceiros deve ser combinado e autorizado.

Quanto tempo vale um relatório psicológico?

O prazo é definido pela psicóloga e indicado no último parágrafo, considerando a natureza dinâmica do que foi descrito.

O relatório precisa de referências?

A Resolução CFP 06/2019 não inclui referências entre os itens obrigatórios do relatório, mas a análise deve ter fundamentação teórica e técnica. Citar a literatura no corpo do texto, como nos exemplos, mostra a base de cada afirmação.

A IA pode escrever o relatório psicológico?

Pode redigir, a partir do que você registrou, e você decide o conteúdo. No DocsPSI, a IA consulta o dossiê clínico do paciente e escreve nos cinco itens da Resolução 06/2019, na sua abordagem; você revisa integralmente, ajusta o que for preciso e assina.

Referências: Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP nº 06/2019 comentada · Código de Ética Profissional do Psicólogo, art. 13.

Equipe Editorial DocsPSI

Guias escritos a partir das resoluções do Conselho Federal de Psicologia, do Manual Orientativo de Registro e Elaboração de Documentos Psicológicos (CFP, 2025) e da rotina de milhares de consultórios que usam o DocsPSI.

Revisão técnica: Ana Vanessa de Medeiros Neves — Psicóloga Clínica e da Saúde, CRP 03/3592.

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