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Setembro Amarelo para clínicos: além da campanha

Setembro Amarelo para psicólogos: preparar a agenda, revisar protocolos de risco, comunicar com responsabilidade nas redes e o que evitar.

Preparação de ação educativa sobre acolhimento, apoio e acesso a cuidados.
Sumário5 seções

A campanha salva vidas quando informa bem — e pode causar dano quando romantiza, simplifica ou detalha. Base em avaliação de risco de suicídio.

Antes de setembro

  • Revise seu protocolo de avaliação de risco.
  • Atualize modelos de plano de segurança.
  • Tenha à mão a rede de apoio local (CAPS, UPA, SAMU 192, CVV 188).
  • Reserve horários para acolhimento de novas demandas.
  • Revise quando e como pode haver quebra de sigilo.

Comunicação responsável nas redes

FaçaEvite
Informar sinais de alerta e onde buscar ajudaDetalhar métodos ou locais
Incluir sempre canais de ajuda (CVV 188)Linguagem sensacionalista ou imagens chocantes
Falar de tratamento e recuperaçãoApresentar o suicídio como solução ou ato de coragem
Combater estigma e mitosFrases simplistas ("é só pedir ajuda")
Usar linguagem cuidadosa ("morreu por suicídio")"Cometeu suicídio", que remete a crime

Veja também publicidade do psicólogo no Instagram.

Na clínica

  • Pergunte diretamente sobre ideação suicida — perguntar não induz.
  • Registre a avaliação e as condutas no prontuário.
  • Tentativa de suicídio e automutilação são violência autoprovocada de notificação compulsória para estabelecimentos de saúde; a ideação isolada não entra nessa notificação (Lei 13.819/2019, art. 6º). Veja violência e notificação.
  • Adolescentes: veja autolesão em adolescentes.

Depois de setembro

Mantenha o tema na sua comunicação e na sua formação ao longo do ano. A prevenção não cabe num mês: a Lei 13.819/2019 instituiu uma política nacional permanente de prevenção da automutilação e do suicídio.

Prevenção do suicídio no DocsPSI: o ano inteiro, e não só em setembro

Setembro chama a atenção para o tema, mas a prevenção acontece no consultório o ano inteiro: na pergunta direta sobre pensamentos de morte, no registro preciso do que foi respondido, na reavaliação a cada sessão enquanto o risco persiste.

No DocsPSI, cada sessão, gravada com consentimento ou importada depois em áudio, vira em menos de 5 minutos um prontuário inteligente em 7 seções, e a seção de avaliação de risco organiza o que foi dito sobre risco e fatores de proteção, para que o tema apareça em todo registro. A IA organiza; a avaliação e a classificação do risco são suas. A Linha do Tempo Terapêutica mostra como o risco evoluiu, e a supervisão por IA, disponível 24 horas, ajuda a pensar a conduta num caso difícil, fora do horário da supervisão, como apoio que não substitui a supervisão humana. Na biblioteca de recursos, há roteiros de resposta inicial a crise, de avaliação e gestão de segurança diante de risco de suicídio e de registro de atendimento em crise.

Para começar, há o primeiro mês promocional do Plano Starter, com acesso a todas as funcionalidades e sem fidelidade.

Perguntas frequentes

Como o psicólogo pode participar do Setembro Amarelo?

Revisando protocolos de risco, acolhendo novas demandas e produzindo conteúdo responsável, sempre com canais de ajuda e sem detalhar métodos.

O que não postar no Setembro Amarelo?

Detalhes de métodos, imagens chocantes, linguagem sensacionalista e mensagens simplistas.

Perguntar sobre suicídio pode induzir o paciente?

Não. Perguntar de forma direta e acolhedora é parte da avaliação de risco e costuma trazer alívio.

Que canais de ajuda incluir nas postagens?

O CVV (188), com apoio emocional 24 horas por telefone, chat e e-mail; o SAMU (192) e as UPAs para emergências; e os CAPS e as unidades básicas de saúde para acompanhamento. Se atender a um público específico, acrescente os serviços da sua cidade.

Referências: Organização Mundial da Saúde. Preventing suicide: a resource for media professionals. Genebra: OMS, 2017 · Associação Brasileira de Psiquiatria. Suicídio: informando para prevenir. Brasília: CFM, 2014 · Brasil. Lei 13.819/2019 · CVV — Centro de Valorização da Vida (188).

Equipe Editorial DocsPSI

Guias escritos a partir das resoluções do Conselho Federal de Psicologia, do Manual Orientativo de Registro e Elaboração de Documentos Psicológicos (CFP, 2025) e da rotina de milhares de consultórios que usam o DocsPSI.

Revisão técnica: Ana Vanessa de Medeiros Neves — Psicóloga Clínica e da Saúde, CRP 03/3592.

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